A palavra de Gedeão e de seus trezentos guerreiros se cumpriu novamente ontem (dia 22), com um número de quinze a vinte missionários. Parecíamos um gigante exército, devido justamente a dificuldade que nos foi imposta: nós havíamos sido impedidos de distribuir panfletos dentro do campus da Uninorte e de entrar nos blocos e setores administrativos, mas ninguém tinha falado nada sobre abordar as pessoas nos corredores abertos, estacionamento e na grande lanchonete. Ficamos com um espaço bem reduzido e isso fez com que todos os missionários ficassem bem próximos uns dos outros. Nosso número parecia bem maior do que era de fato!

Relembrando o Ruah 2009

Uma luquinha disse: “vermelhou geral”! Era muito bom ver todo o povo de vermelho junto, amando todos que ali estavam!

E também formamos o que chamei de “peneira da evangelização”, ficamos em pontos estratégicos onde não permitimos que ninguém (salvo os mais fechados) saísse sem receber, pelo menos, um “Jesus te ama!”.

O borbulho estava tão grande que tivemos que pedir autorização novamente para fazer a missão lá dentro. Depois, o próprio diretor executivo (que é ateu declarado) nos liberou para fazer missão.

E nas mudanças de turnos (matutino / vespertino e vespertino / noturno), quando muitas pessoas entram e saem da faculdade, ficamos na guarita cantando, panfletando e amando a todos… A expressão das pessoas que chegavam e saiam era muito bonita e espantada também! E, durante esse belo momento, recebi um recado: “Felippe, tem um senhor que quer falar contigo sobre o que está acontecendo aí na guarita…”.

Já achei que era uma nova proibição / reclamação. Então comecei a preparar, como um bom jurista, todos os argumentos constitucionais de liberdade de expressão religiosa e tal… , mas quando cheguei ao senhor que queria falar comigo, ele logo abriu um sorriso e me disse: “que maravilha o que vocês estão fazendo aqui!”.

Resumindo: ele é um apresentador de TV (e professor da faculdade), que vai iniciar, na retransmissora da Band daqui, na semana que vem, um programa chamado “Programa Universitário” e que já quem éramos, o que fazíamos e se podia fazer uma matéria conosco! Glória a Deus por isso! Já são os frutos do Ruah!

Felippe Ferreira Nery, Acadêmico de Direito – UFAC